Ciência revela como o cérebro interpreta a beleza artísticaFoto de samboep no Pexels
CiênciaLisboa

Ciência revela como o cérebro interpreta a beleza artística

extra8 de setembro de 2026 às 17:25

A ciência tem investigado como o cérebro humano interpreta a beleza artística, revelando que a reação às obras de arte ocorre de forma mais imediata e universal do que se imaginava. Quando uma pessoa observa uma pintura como "Sun Rising Over Water" (1825-30), de Joseph Mallord William Turner, sente-se atraída pela obra mesmo antes de conseguir explicar o motivo dessa atração.

O artigo descreve que elementos como cor, equilíbrio, composição e uma sensação de quietude contribuem para essa resposta emocional. Curiosamente, diferentes pessoas tendem a ter reações semelhantes diante das mesmas obras, o que contradiz parcialmente o ditado popular de que "a beleza está nos olhos de quem vê".

A pesquisa sugere que existem respostas cerebrais universais à arte que transcendem diferenças culturais e individuais. Quando apresentadas a praticamente qualquer pessoa, certas obras como paisagens montanhosas da dinastia Song chinesa ou figuras delicadamente representadas tendem a provocar reações estéticas similares.

Essas descobertas indicam que o cérebro humano possui mecanismos inatos para processar e apreciar a beleza artística, respondendo a características visuais específicas de maneira relativamente padronizada entre diferentes indivíduos.

Notícias relacionadas

Ciência

Medicamento para a diabetes pode reduzir em 40% as crises de asma

Um estudo publicado na revista Nature Medicine revelou que a semaglutida, medicamento injetável usado no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, pode reduzir em até 40% as crises de asma. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Pittsburgh e financiada pela Novo Nordisk, acompanhou pacientes com asma moderada a grave ao longo de um ano e meio, demonstrando resultados significativos na diminuição das exacerbações respiratórias. O mecanismo pelo qual o medicamento atua na asma ainda não está completamente esclarecido, mas os cientistas acreditam que a redução da inflamação no tecido pulmonar e a perda de peso podem estar relacionadas à melhora dos sintomas.

Notícias de Coimbra08/09/26, 18:29
Publicação dos relatórios finais do projeto
Ciência

Publicação dos relatórios finais do projeto

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) publicou a 31 de agosto de 2026 os relatórios finais do projeto PRR RP-C21-i07.01, dedicado a estudos técnicos para potencial energético offshore. O projeto consistiu na caracterização geofísica, geotécnica e ambiental de uma área de 2.000 km², abrangendo as zonas da Figueira da Foz, Leixões e Viana do Castelo, contribuindo para o desenvolvimento de energias renováveis marítimas em Portugal.

SAPO Notícias08/09/26, 18:04
Quatro em cada dez pequenos mamíferos são especialistas climáticos
Ciência

Quatro em cada dez pequenos mamíferos são especialistas climáticos

Um estudo publicado na revista Nature Communications, com participação de um investigador da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), revelou que cerca de 40% dos pequenos mamíferos de todo o mundo são especialistas climáticos, ou seja, vivem em condições climáticas muito específicas. A especialização climática é particularmente frequente entre os roedores, especialmente os murídeos. Os investigadores analisaram dados de mais de 21.000 espécies e concluíram que os mamíferos com menor tolerância climática enfrentam maior risco de extinção face às alterações climáticas, sendo os roedores o grupo mais vulnerável.

SAPO Notícias08/09/26, 17:55
Ciência

Professor de Almeirim assume direção de cátedra criada pela Universidade Politécnica de Santarém

A Universidade Politécnica de Santarém criou a Cátedra em Longevidade, Inovação e Políticas Públicas, uma estrutura pioneira em Portugal dedicada à investigação aplicada sobre envelhecimento, avaliação de respostas sociais e apoio à definição de políticas públicas para a população idosa. A cátedra, criada através do Despacho n.º 37/2026 de 17 de março de 2026, será dirigida pelo professor Luís Jacob, natural de Almeirim, e reúne as cinco escolas da instituição. O projeto visa encarar a longevidade não apenas como desafio demográfico, mas também como oportunidade para desenvolver novas respostas sociais, comunitárias e institucionais, funcionando como ponte entre a investigação científica e a realidade dos territórios, incluindo municípios e instituições de solidariedade social.

Jornal O Almeirinense08/09/26, 17:31