A Palombar afirma ter sido alvo de insultos, ameaças e acusações durante uma manifestação de criadores de gado realizada no domingo, 6 de setembro, na aldeia da Póvoa, em Miranda do Douro. A ação reuniu mais de 50 pessoas e tinha como objetivo contestar a atuação do Governo perante os ataques de lobos ao gado no Planalto Mirandês.
Segundo a associação, a equipa presente no local foi cercada por manifestantes, que lhe exigiram responsabilidades pelo pagamento de indemnizações e pelos atrasos nos processos relacionados com os prejuízos causados pelo lobo. A Palombar esclarece, contudo, que essas competências pertencem ao Estado, através do ICNF, não tendo a associação qualquer responsabilidade pela atribuição ou gestão desses apoios.
A organização ambiental recorda que tem defendido medidas de proteção dos efetivos pecuários e compensações mais rápidas e justas, incluindo em intervenções na Assembleia da República e em posições dirigidas ao ICNF. Entre as propostas apresentadas estão o reforço do apoio aos cães de proteção de gado, a criação de zonas de conflito emergente e a majoração dos apoios aos produtores em territórios com presença de lobo.
A Palombar diz estar também a desenvolver monitorização da espécie na região e a trabalhar diretamente com criadores de gado para identificar zonas de maior risco e procurar soluções de coexistência entre a atividade pecuária e o lobo-ibérico. A associação apela ao diálogo e à moderação, rejeitando acusações que considera infundadas, nomeadamente sobre uma alegada libertação de lobos ou apropriação de dinheiros públicos.




