O Nepal está cobrando US$ 20 milhões em compensação climática pelas devastadoras enchentes que atingiram o país no fim de agosto. As inundações deixaram mais de 1.300 mortos e pelo menos 5.500 pessoas desaparecidas, totalizando mais de 6 mil vítimas entre mortos e desaparecidos.
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, falou ao jornal britânico The Guardian e pediu que os maiores poluidores do mundo "acordem" e assumam responsabilidade compartilhada pelo desastre. Ele enfatizou a necessidade de reconhecer o impacto das emissões de carbono das nações desenvolvidas sobre países vulneráveis como o Nepal.
Cientistas acreditam que a crise climática teve um papel fundamental no fenômeno. A catastrophe foi desencadeada quando uma geleira em processo de derretimento colapsou parcialmente, provocando um deslizamento de terra e uma inundação repentina que atravessou o Tibete, região controlada pela China, até o Nepal.
Após 12 dias de operações de resgate, as esperanças de encontrar sobreviventes entre os desaparecidos estão diminuindo significativamente, conforme avançam os esforços de recuperação nas áreas afetadas.




