Uma antiga funcionária pública confrontou o primeiro‑ministerio Luís Montenegro durante uma visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, no dia 7 de maio de 2025, durante a campanha para as eleições legislativas. A mulher declarou ter trabalhado 52 anos e receber apenas 680 euros de pensão, perguntando a Montenegro se achava aquilo bem. Montenegro respondeu que seria necessário analisar o caso concreto para perceber a razão do valor recebido.
Durante a mesma visita, Montenegro foi abordado por outros reformados com queixas semelhantes. Uma segunda pensionista afirmou receber uma reforma de 350 euros, tendo o primeiro‑ministro sugerido que verificasse se reunia condições para beneficiar do Complemento Solidário para Idosos. Um antigo combatente na Guiné queixou-se de ter perdido 280 euros da pensão durante o período da troika e de nunca ter recuperado esse valor.
O artigo explica que o número de anos trabalhados não é o único fator que determina o valor da pensão. No cálculo das pensões entram elementos como as remunerações registadas ao longo da carreira, o regime de proteção social aplicável, o momento em que foram efetuados os descontos e as regras em vigor na data da aposentação, pelo que apenas a análise detalhada da carreira contributiva permitiria explicar o valor de 680 euros referido.
Desde janeiro de 2026, as pensões de invalidez e velhice da Segurança Social e as pensões de aposentação, reforma e invalidez da Caixa Geral de Aposentações até 1.074,26 euros tiveram um aumento de 2,80%, de acordo com a Portaria n.º 480‑B/2025. No entanto, o artigo refere que isto não permite determinar quanto recebe atualmente a pensionista que confrontou Montenegro, uma vez que são desconhecidos os detalhes da sua pensão e da respetiva carreira contributiva.




