A Cúpula da Polícia Federal recebeu com indignação e revolta a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de afastar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, classificando a decisão como política. O STF já conta com maioria para referendar o afastamento de Andrei Rodrigues, embora o ministro Gilmar Mendes tenha solicitado vista, pausando o julgamento.
Andrei Rodrigues se preparava para participar da abertura do novo curso de formação de agentes da PF quando foi informado de sua remoção. O diretor-geral faria um discurso aos novos integrantes da corporação, mas acabou deixando que o diretor executivo, William Murad, participasse do evento em seu lugar.
Murad usou a cerimônia para enviar recados a Mendonça. Sem citar o ministro diretamente, o número 2 da PF afirmou que é a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político da corporação que permite defender a instituição de qualquer ataque, dizendo que "não importa de onde venham os ataques, saber que a PF trabalha estritamente dentro da lei e comprometidos exclusivamente com interesse público mantém a confiança de que a verdade prevalecerá".




