PCP questiona reorganização da Oncologia do Hospital de Portalegre e exige esclarecimentosFoto de u_9p7tw4noz0 no Pexels
Política
Медицина
Инвестиции
Portalegre

PCP questiona reorganização da Oncologia do Hospital de Portalegre e exige esclarecimentos

Rádio Campanário8 de setembro de 2026 às 14:03

O PCP voltou a contestar a reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre, exigindo esclarecimentos públicos do Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo. O partido considera que as explicações apresentadas pela administração são "inconsistentes", uma semana após o início da polémica. Em causa está a redução do período de consultas assegurado pelo oncologista atual, que terá passado a representar cerca de metade da atividade que desenvolvia até agosto, o que contradiz a posição anterior da administração que negava qualquer redução e justificava a contratação de um novo profissional como reforço do serviço.

O PCP defende que a Unidade de Oncologia de Portalegre não registava tempos de espera para primeiras consultas nem para o início de terapêutica oncológica, apresentando resultados clínicos ao nível dos melhores do país. O partido destaca ainda a ausência de queixas relevantes e a mobilização de centenas de cidadãos em defesa do serviço como sinais da confiança da população na resposta prestada. O PCP questiona as razões que levaram à reorganização de um serviço que considera apresentar bons resultados, defendendo que a obrigação da administração é explicar os problemas que pretende resolver e os ganhos concretos que espera alcançar.

O partido compara também a situação da Oncologia com constrangimentos existentes noutras áreas da ULS Alto Alentejo, apontando para dificuldades na Ortopedia em assegurar regularmente a escala de urgência, que alegadamente funciona apenas em parte dos dias da semana, e para a situação da Maternidade do distrito, que continua a enfrentar problemas que obrigam ao encaminhamento de grávidas para outras unidades. Perante este cenário, o PCP questiona a decisão de concentrar esforços na reorganização de um serviço com bons resultados, defendendo que a defesa do Serviço Nacional de Saúde passa por corrigir problemas existentes mas também por preservar respostas que funcionam de forma eficaz.

O Secretariado da DORPOR do PCP exige o esclarecimento público da situação e considera que a população do Alto Alentejo deve conhecer as razões que estão na origem da reorganização e os objetivos concretos que a administração pretende alcançar. O partido considera que a reorganização não foi acompanhada de uma demonstração concreta de ganhos para os doentes e que os dados conhecidos apontam para uma diminuição da capacidade assistencial anteriormente existente.

Notícias relacionadas

Política

Mau tempo: Apoio máximo de 60% para estragos é “manifestamente insuficiente”

O Governo disponibilizou um apoio máximo de 60% para os municípios afetados por mau tempo, mas esta percentagem é considerada “manifestamente insuficiente” pela Associação Nacional de Municípios Portugueses. A federação alerta que esta medida vai continuar a pressionar fortemente a tesouraria das autarquias, que terão de suportar uma parte significativa dos custos de recuperação dos prejuízos causados pelas intempéries.

Diário de Coimbra08/09/26, 16:29
Política

Leiria considera “manifestamente insuficiente” o apoio de 60% para estragos causados pelo mau tempo

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala, considerou "manifestamente insuficiente" o apoio máximo de 60% do Fundo de Emergência Municipal para as autarquias afetadas pelas tempestades do início do ano, defendendo que este valor deveria ser reforçado para 85% ou 100%, como aconteceu noutras situações. Jorge Vala adiantou que há expectativa de uma proposta na Assembleia da República nesse sentido, salientando que os 40% de comparticipação municipal representam um peso muito significativo para as tesourarias das autarquias. O autarca manifestou ainda preocupação pelo facto de investimentos significativos em proteção civil, como a remoção de resíduos e material lenhoso com custos superiores a nove milhões de euros, não terem enquadramento nos apoios disponíveis.

Eco08/09/26, 16:27
Política

Paulo Núncio diz que portugueses ”teriam tudo a perder” com a queda do Governo

Paulo Núncio alertou que os portugueses "teriam tudo a perder" com uma possível queda do Governo, destacando que Portugal é um dos países da União Europeia com maior crescimento económico, que o emprego se encontra em máximos históricos e que o rendimento médio das famílias aumentou catorze por cento nos últimos dois anos.

Now08/09/26, 16:25
Política

"É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades": UE autoriza Kiev a comprar mísseis Patriot com empréstimo de 90 mil milhões de euros

A Comissão Europeia autorizou a Ucrânia a adquirir mísseis Patriot através de um empréstimo de 90 mil milhões de euros, num gesto que a presidente Ursula von der Leyen classificou como mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades. O montante anunciado acresce aos 8,4 mil milhões de euros já disponibilizados ao abrigo do empréstimo, incluindo verbas destinadas à defesa aérea.

CNN Portugal08/09/26, 16:23