O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reiterou esta terça-feira no Parlamento a sua intenção de se manter no cargo, afirmando manter "confiança em mim próprio" e garantir que conta com o apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro. A audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias decorreu num contexto de intensa pressão política, com a oposição a questionar decisões tomadas durante o seu mandato como diretor da Polícia Judiciária — incluindo a deslocação de um atrelado apreendido para uma empresa com contratos com a PJ, obras numa propriedade sua em Odemira e omissões nas declarações de património. O Chega exigiu diretamente a demissão, enquanto o PSD fechou fileiras em torno do ministro e o PS transferiu para Montenegro a responsabilidade de avaliar a viabilidade política da sua continuidade. Neves recusou colocar o cargo à disposição, assumiu que houve atos informais, mas rejeitou ter agido em seu benefício próprio, de terceiros ou contra o interesse do Estado.
Eco08/09/26, 14:16