Governo garante que não está a lucrar com a crise dos combustíveis e reforça poderes sancionatórios da ERSEFoto de Attifoto no Pexels
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Governo garante que não está a lucrar com a crise dos combustíveis e reforça poderes sancionatórios da ERSE

oRegiões8 de setembro de 2026 às 12:30

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, realizou na segunda-feira uma conferência de imprensa dedicada aos preços dos combustíveis, reconhecendo que o país enfrenta um momento difícil e de excepcional complexidade. A governante garantiu que o Executivo não está a lucrar com esta crise e reafirmou o compromisso de implementar medidas de mitigação para proteger famílias e empresas.

A ministra apontou como principais causas da escalada de preços o reacendimento de tensões internacionais entre Rússia e Ucrânia e entre Estados Unidos e Irão, bem como o encerramento de várias refinarias na Europa. Estes fatores fizeram os custos de refinação atingirem valores máximos históricos e impulsionaram as cotações do crude para patamares muito elevados, traduzindo-se numa nova crise energética global que afeta diretamente os consumidores.

Maria da Graça Carvalho sublinhou que Portugal mantém preços finais alinhados com a média europeia, registando mesmo aumentos ligeiramente inferiores. Relativamente a Espanha, esclareceu que se trata de uma exceção regional, sendo que a diferença entre Portugal e Espanha é equivalente à que separa Espanha de França, onde a gasolina 95 ultrapassa os 2,073 euros por litro.

A ministra respondeu às críticas do Partido Socialista, explicando que desde 26 de fevereiro de 2026 toda a receita adicional do IVA foi integralmente canalizada para abater no ISP, representando uma devolução de cerca de 700 milhões de euros aos contribuintes. O Executivo anunciou ainda o reforço das competências sancionatórias da ERSE, que passa a supervisionar toda a cadeia do sistema petrolífero, incluindo a refinação, e exigiu maior transparência na divulgação dos componentes do preço final ao consumidor.

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