uase metade dos jovens portugueses já usa IA para estudar e muitos distraem-se nas aulasFoto de izaqueualves no Pexels
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uase metade dos jovens portugueses já usa IA para estudar e muitos distraem-se nas aulas

Jornal do Centro8 de setembro de 2026 às 12:04

Quase metade (48%) dos alunos portugueses de 15 anos usam ferramentas de Inteligência Artificial para estudar e fazer trabalhos, um valor ligeiramente acima da média da OCDE de 46%. Esta é uma das conclusões da nova edição do PISA (Programme for International Student Assessment), o maior estudo internacional sobre educação, que envolveu mais de 760 mil alunos de 91 países, incluindo quase sete mil portugueses.

O estudo revela ainda que 31% dos estudantes portugueses dizem que os colegas se distraem frequentemente com dispositivos digitais nas aulas de Ciências, acima da média da OCDE de 28%. Os alunos passam em média uma hora e 24 minutos por dia na escola a usar dispositivos para aprender, abaixo da média da OCDE de uma hora e 42 minutos, mas mais tempo em frente aos ecrãs para lazer (1,2 horas contra 1,1 hora da OCDE).

Os investigadores alertam que os estudantes que se distraem com os ecrãs têm piores desempenhos académicos e que a IA deve ser usada de forma direcionada para feedback e prática personalizada, complementando a aprendizagem ativa. No entanto, 57% dos alunos portugueses dizem avaliar a qualidade da informação produzida por IA, mais do que a média da OCDE de 53%.

O estudo mostra que os alunos portugueses tiveram os piores desempenhos dos últimos 20 anos no PISA, com a Leitura a registar o pior resultado desde que Portugal começou a participar em 2000. O secretary de Estado Alexandre Homem Cristo descartou, para já, alargar a proibição do uso de telemóveis nas escolas ao ensino secundário, mas disse estar aberto a rever o enquadramento se a evidência o justificar.