As manifestações políticas desta segunda-feira reforçaram o componente eleitoral da crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF) e podem influenciar o momento escolhido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para decidir os próximos passos dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A avaliação de ministros ouvidos pelo GLOBO sob reserva é que, à medida que o embate passa a ser incorporado ao discurso eleitoral, uma decisão de Fachin corre o risco de alimentar ainda mais a exploração da crise.
Nesse cenário, integrantes da Corte consideram que os acontecimentos desta segunda-feira podem empurrar uma definição para mais adiante. A manifestação de Sete de Setembro da direita na Avenida Paulista, em São Paulo, se transformou num ato sobre o STF. O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a saída de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, chamou o ministro de "laranja podre" e o atrelou ao presidente Lula (PT), que disputa a reelection.




