Apple prepara iPhone dobrável de 1.700 euros mesmo com pressão de custosFoto de Daria-Yakovleva no Pexels
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Apple prepara iPhone dobrável de 1.700 euros mesmo com pressão de custos

Jornal Económico8 de setembro de 2026 às 12:00

John Ternus, novo CEO da Apple, deverá apresentar esta quarta-feira, 9 de setembro, o primeiro iPhone dobrável da empresa, com um preço superior a dois mil dólares (cerca de 1.700 euros). Este lançamento marca a primeira grande apresentação do novo líder, que sucede Tim Cook, e representa um projeto em desenvolvimento há pelo menos oito anos na divisão de hardware da empresa. A Apple espera que o dispositivo reacenda o interesse dos consumidores num mercado de smartphones que tem registado vendas globais em declínio.

O lançamento traz grandes desafios para a empresa, que enfrenta pressões de custos em toda a sua cadeia de abastecimento, agravadas pela escassez de componentes e pela absorção de peças por data centers. A Apple terá de convencer os clientes a aceitar aumentos de preços generalizados em toda a linha do iPhone, num momento em que as vendas globais de smartphones estão a diminuir. Anteriormente, a empresa já aumentou os preços de Macs e iPads este ano.

Os dispositivos dobráveis representam apenas cerca de 2% das vendas globais de smartphones, segmento que desacelerou desde que a Samsung e a Huawei lançaram os seus primeiros modelos em 2019. A Samsung enfrentou problemas técnicos iniciais com ecrãs que formavam bolhas, e a Huawei chegou a adiar o seu lançamento. A Apple seguiu a estratégia habitual da empresa: deixar os concorrentes enfrentarem os problemas primeiro antes de apresentar uma versão aperfeiçoada. Uma patente de 2011 mostra que a empresa já desenvolvia mecanismos de dobradiça, e as equipas testavam tecnologia dobrável em 2018.

Analistas da IDC projetam que os dobráveis serão o único segmento do mercado de smartphones a crescer em 2026, com um crescimento anual de cerca de 12%. A Apple deverá conquistar uma participação de 40% desse mercado até 2027, vendendo pelo menos 10 milhões de unidades no primeiro ano, segundo David Vogt, analista do UBS. O dobrável deverá ter o seu melhor desempenho na China, onde a Huawei obteve algum sucesso e onde a Apple tem vindo a recuperar participação no mercado.

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