A crise migratória em Ceuta, enclave espanhol em território africano, provocou uma resposta política que evidenciou uma transformação significativa no debate europeu sobre migração. A chegada em massa de migrantes à fronteira revelou um endurecimento das posições políticas e uma redução明显 da solidariedade entre os Estados-membros da União Europeia.
Esta situação está a obrigar as organizações não governamentais que defendem os direitos dos migrantes a reformularem as suas estratégias de intervenção. As ONG enfrentam o desafio de continuar a influenciar as políticas migratórias e a opinião pública num contexto cada vez mais hostil à imigração.
As mudanças no panorama político europeu, marcado pelo crescimento de forças anti-imigração, têm dificultado o trabalho destas organizações. Muitas delas veem-se forçadas a adaptar as suas mensagens e métodos de atuação para conseguirem manter alguma capacidade de intervenção junto das instituições e da sociedade.



