O Presidente ukrainiano, Volodymyr Zelensky, admitiu esta terça-feira as dificuldades que a Ucrânia enfrenta para intercetar os mísseis balísticos russos, após mais um ataque russo em grande escala que fez pelo menos dois mortos. Numa mensagem na rede social X, Zelensky explicou que os caças ukrainianos abateram 175 alvos aéreos durante a noite, mas que, apesar dos bons resultados com mísseis de cruzeiro, os mísseis balísticos continuam a ser particularmente difíceis de intercetar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, denunciou o ataque massivo da Rússia contra Kiev, que ocorreu durante a noite, logo após a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Sybiga criticou Putin, dizendo que "assim que os enviados de paz do Presidente dos EUA partiram, Putin lançou outro ataque massivo e horrível contra Kiev", referindo que "os mísseis balísticos falam mais alto do que os seus discursos sobre a diplomacia".
Segundo a Força Aérea Ucraniana, as defesas aéreas intercetaram 31 dos 32 mísseis de cruzeiro lançados pela Rússia, mas apenas dois mísseis balísticos. A Força Aérea deixou de divulgar o número de mísseis lançados pela Rússia desde agosto devido à queda drástica das taxas de interceção.
Zelensky anunciou novas reuniões, a partir desta terça-feira, com representantes de países e empresas que podem fornecer mísseis PAC-3 para os sistemas de defesa aérea Patriot, os mais eficazes na interceção de mísseis balísticos. Além de Kiev, onde edifícios residenciais e infraestruturas civis foram danificados, o ataque russo atingiu também um mercado nos arredores de Odessa, uma locomotiva de um comboio entre Kiev e Sumi, e uma estação ferroviária na região de Sumi.




