O Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da Polícia Judiciária concluiu duas investigações patrimoniais e financeiras no valor de cerca de 15 milhões de euros, relacionadas com casos de tráfico de estupefacientes investigados pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, por delegação do Ministério Público. Os arguidos foram accusedos dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e branqueamento de capitais.
Numa primeira investigação relativa a cinco arguidos, o GRA identificou vantagens patrimoniais ilícitas presumidas no montante global de 25.659.827,34 euros. Foram arrestados 90 produtos financeiros no valor de 167.378,54 euros, 93 imóveis avaliados em 12.342.288,65 euros, 29 participações sociais no valor de 53.820,33 euros e 4 veículos no valor de 236.375,00 euros. No total, foram arrestados bens no montante de 12.799.862,52 euros. Alguns arguidos encontram-se em prisão preventiva e o processo está na fase de instrução no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
Na segunda investigação, relativa a 15 arguidos, foi deduzida acusação em 5 de dezembro de 2025 pelos crimes de tráfico de estupfacientes agravado, associação criminosa e branqueamento de capitais. O processo encontra-se em fase de julgamento no Juízo Central Criminal de Lisboa. Foram realizadas oito buscas, resultando na apreensão de seis imóveis no valor de 542.550,00 euros e dois veículos pesados avaliados em 58.000,00 euros.
No âmbito desta investigação, foram ainda executados 42 arrestos sobre produtos financeiros, imóveis, participações sociais e veículos, num valor global de 1.996.758,22 euros. A execução das medidas judiciais foi assegurada pelo GRA com o apoio de 52 elementos da Polícia Judiciária de outras unidades, em colaboração com o DCIAP e TCIC.




