OPINIÃO: UMA PROTEÇÃO ESSENCIAL NUMA GERAÇÃO QUE PARECE ESTAR A ESQUECÊ-LAFoto de irakudryavtseva no Pexels
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OPINIÃO: UMA PROTEÇÃO ESSENCIAL NUMA GERAÇÃO QUE PARECE ESTAR A ESQUECÊ-LA

Canal N – Notícias – Trás-os-Montes e Alto Douro8 de setembro de 2026 às 10:25

A utilização de métodos contracetivos, particularmente o preservativo, está a diminuir entre os jovens, segundo especialistas citados num artigo de opinião da enfermeira Sofia Bernardino, membro da Associação de profissionais de Saúde do Alto Tâmega e Barroso. Este abandono das práticas de sexo seguro representa uma tendência preocupante que aumenta o risco de infeções sexualmente transmissíveis.

O artigo alerta que métodos como a pílula, o dispositivo intrauterino, o implante subcutâneo ou o adesivo contracetivo, embora altamente eficazes na prevenção da gravidez, não protegem contra doenças como clamídia, gonorreia, sífilis, VIH ou HPV. Apenas o preservativo masculino e o preservativo feminino oferecem proteção simultânea contra gravidez e DST quando utilizados corretamente. As doenças sexualmente transmissíveis continuam muito presentes, podendo provocar complicações graves como infertilidade, cancro ou infeções crónicas, e muitas não apresentam sintomas evidentes nas fases iniciais.

São identificados vários fatores para esta tendência: o VIH deixou de ser percecionado como sentença de morte devido aos avanços nos tratamentos, a existência de métodos contracetivos altamente eficazes para prevenir a gravidez leva alguns jovens a considerar o preservativo dispensável, e a influência das redes sociais, a desinformação e a menor frequência de programas de educação sexual abrangente contribuem para comportamentos de risco.

A autora defende que a prevenção das DST depende não apenas da existência de métodos contracetivos, mas também da informação disponível e da capacidade de tomar decisões conscientes. Os profissionais de saúde recomendam a chamada "dupla proteção", que combina um método eficaz contra a gravidez com o preservativo. O artigo conclui que o aumento das DST tem impacto nos sistemas de saúde e nos custos médicos, e que recuperar a valorização do preservativo e promover uma cultura de prevenção são desafios urgentes, sublinhando que o sexo seguro é um sinal de responsabilidade e respeito mútuo.

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