A partir das 05h01, hora de Lisboa, entraram em vigor as novas tarifas de retaliação canadianas sobre centenas de produtos de origem norte-americana, uma decisão que escala a guerra comercial entre as duas maiores economias da América do Norte. Os direitos aduaneiros canadianos de 15, 25 ou 50% afetam cerca de 20 mil milhões de dólares em produtos norte-americanos, desde o aço aos produtos lácteos, passando pela eletrónica e pela pasta de papel.
Esta medida surgiu depois de terem entrado em vigor pesadas tarifas norte-americanas de 50%, que afetam cerca de 28 mil milhões de dólares canadianos em produtos canadianos, na sequência do colapso das negociações comerciais entre os dois países. As tarifas dos EUA afetam produtos que vão desde tacos de hóquei a vinho e cimento.
O conflito comercial teve início em fevereiro de 2025, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de direitos aduaneiros generalizados sobre os produtos canadianos, incluindo um direito de 25% sobre a maioria das importações e um de 10% sobre os produtos energéticos canadianos, invocando uma emergência nacional relacionada com a imigração e o tráfico de droga. O Canadá, então liderado pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, respondeu com direitos aduaneiros de retaliação de 25%.
A forte integração das cadeias de abastecimento entre o Canadá e os Estados Unidos, sobretudo nos setores automóvel, energético, agrícola e industrial, aumenta o risco de uma disputa comercial prolongada provocar custos elevados para empresas e trabalhadores de ambos os países.




