A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou uma estratégia de manter o ministro Alexandre de Moraes como alvo central de críticas na reta final da eleição, mas sem confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF) como instituição. A fórmula foi testada no ato de Sete de Setembro na Avenida Paulista, onde o candidato concentrou seus ataques no magistrado enquanto preservava a Corte como entidade. A avaliação de aliados é que o tom foi calibrado com sucesso e deve ser repetido nas próximas quatro semanas antes do primeiro turno. O cálculo político busca explorar o desgaste de Moraes e manter mobilizada a base bolsonarista, evitando repetir na voz do candidato o confronto generalizado com as instituições que marcou o governo de Jair Bolsonaro. Enquanto isso, aliados com menos amarras jurídicas e eleitorais ficam mais livres para elevar o tom dos ataques, funcionando como uma terceirização dos ataques mais duros. Ao mesmo tempo, a campanha tenta impedir que a crise no STF ofusque outras bandeiras usadas por Flávio para reduzir sua rejeição junto ao eleitorado.
Flávio investe em críticas a Moraes, mas modula tom sobre STF e terceiriza ataques mais duros a aliados
oglobo8 de setembro de 2026 às 07:00
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