Há seis anos consecutivos que o número de diplomados em cursos de formação de professores tem crescido em Portugal, segundo dados da Pordata/Fundação Francisco Manuel dos Santos. Contudo, o crescimento não é suficiente para compensar as aposentações. Formam-se cerca de dois mil novos professores por ano, enquanto as previsões apontam para cerca de três mil aposentações anuais. Entre 2021 e 2025, diplomaram-se 9.466 estudantes na área da educação, mais 1.585 do que entre 2016 e 2020.
O último ano analisado, 2025, foi o que teve melhor desempenho, com 2.335 estudantes a receberem o diploma de mestrado com habilitação profissional para a docência. Em 2024 tinham sido 2.032 e em 2023, 1.832. O interesse pela profissão começou a declinar por volta de 2014-2015, tendo em 2016 apenas 1.661 pessoas formado-se, muito abaixo das 5.621 que ficaram habilitadas em 2003, o chamado "ano de ouro". Pela primeira vez, no biénio 2023/24 e 2024/25, registaram-se 3.207 inscritos no 1.º ano de cursos que conduzem ao ensino.
Os educadores de infância e professores do 1.º e 2.º ciclos representam cerca de 40% dos novos diplomados, enquanto os professores do 3.º ciclo e secundário representam apenas 20%. Foi neste grupo que se registaram as maiores quebras: em Física e Química, o número de diplomados caiu de 703 (2006-2010) para apenas 32 (2016-2020). No entanto, em 2024/2025 observou-se uma inversão da tendência, com aumentos expressivos de 54% em Português e 55% em Biologia e Geologia.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, criou em 2025 bolsas de estudo para estudantes que frequentem cursos na área de Educação Básica, ficando os bolseiros obrigados a apresentar-se aos concursos de colocação numa escola pública nos três anos seguintes à conclusão do curso. Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior para 2026-2027, foram abertas 1.350 vagas, das quais 96,9% foram preenchidas.




