O capitalismo já não é a língua da direita
Política

O capitalismo já não é a língua da direita

Expresso8 de setembro de 2026 às 07:00

A direita tradicional sempre defendeu o capitalismo como sua ideologia central, mas essa posição está a mudar. A extrema-direita descobriu uma nova estratégia que lhe permite criticar o capitalismo sem efetivamente abandonar os seus princípios fundamentais.

O que está em causa já não é a velha dicotomia entre Estado e mercado, entre intervenção estatal e livre iniciativa. Essa escolha binária pertence a um debate político antigo que a extrema-direita contemporânea considera ultrapassado.

A verdadeira questão que a extrema-direita coloca agora é diferente: trata-se de saber quem controla o Estado e para quem funciona o mercado. Ou seja, em vez de rejeitar o capitalismo, o que importa é determinar quem beneficia do sistema económico existente.

Esta abordagem permite à extrema-direita apresentar-se como crítica do sistema sem alterar a sua essência capitalista, combinando retórica anti-establishment com políticas favoráveis ao mercado, desde que este sirva os seus interesses e os dos seus apoiantes.

Notícias relacionadas

Política

Combustíveis. PS e PCP não ficaram convencidos com as explicações do Governo

Os partidos PS e PCP manifestaram-se inconformados com as explicações apresentadas pelo Governo sobre a situação dos combustíveis, questionando a transparência e as medidas adotadas. A ministra da Energia saiu em defesa do executivo da AD, garantindo aos portugueses que o Governo não está a obter lucros com a atual conjuntura dos preços dos combustíveis.

RTP Notícias08/09/26, 08:10
Ministro questiona imparcialidade da juíza que investiga caso Ceuta
Política

Ministro questiona imparcialidade da juíza que investiga caso Ceuta

O ministro espanhol Óscar Puente questionou a imparcialidade da juíza que investiga o chamado "caso Ceuta", considerando "bastante estranho" o facto de a magistrada ter pedido aos investigadores da Polícia Nacional para não transmitirem aos dirigentes policiais as conclusões do relatório sobre o caso, o que levanta preocupações sobre a transparência e o andamento do processo judicial.

Correio da Manhã08/09/26, 08:04
PS vai abster-se na moção de censura apresentada pelo Chega
Política

PS vai abster-se na moção de censura apresentada pelo Chega

O Partido Socialista (PS) vai abster-se na moção de censura apresentada pelo Chega, após a proposta de José Luís Carneiro ter sido validada pelo Secretariado Nacional. O líder parlamentar do PS reúne ainda esta terça-feira com o grupo parlamentar para debater a posição. Apesar da moção, o Executivo não será derrubado, uma vez que a direita e o centro-direita também indicam que não a viabilizarão.

SAPO Notícias08/09/26, 08:01
Política

Ministro Luís Neves ouvido hoje de manhã em audição regimental no parlamento

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi ouvido esta terça-feira na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos e Liberdades, onde prestou esclarecimentos aos deputados sobre as recentes polémicas que o envolvem desde há quase dois meses. A audição regimental decorreu horas antes do debate da moção de censura do Chega ao Governo. Entre os assuntos abordados destacam-se as suspeitas de irregularidades em obras privadas numa propriedade em Odemira, a entrega de um atrelado apreendido na 'Operação Pacoba' a um empreiteiro amigo, a condução de um carro apreendido judicialmente num processo de tráfico de droga, e a alegada não entrega de declarações de património à Entidade para a Transparência e ao Tribunal Constitucional durante o seu mandato na PJ. Vários destes casos estão sob investigação do Ministério Público, do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja e do Tribunal de Contas.

Jornal Económico08/09/26, 08:00