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Como as ondas de Rossby conectam a atmosfera aos oceanos e levam alimento ao fitoplâncton

Meteored Portugal8 de setembro de 2026 às 06:01

As ondas de Rossby são gigantescas, lentas e praticamente invisíveis, propagando-se pelos oceanos e funcionando como conexão entre a atmosfera e os oceanos. Ao moverem-se, essas ondas podem transportar nutrientes até o fitoplâncton ou fazê-lo afundar para além do seu alcance. Quando o fitoplâncton encontra luz e nutrientes suficientes, pode multiplicar-se a ponto de transformar a cor do oceano.

Existe um paradoxo nas águas superficiais: há abundância de luz necessária para a fotossíntese, mas grande parte do alimento do fitoplâncton permanece dezenas ou centenas de metros abaixo. Nitratos, fosfatos e outros nutrientes tendem a acumular-se nas águas profundas, longe da zona iluminada pelo sol.

Na estrutura vertical do oceano, distinguem-se duas camadas importantes: a termoclina, onde a temperatura diminui rapidamente, e a nutriclina, onde a concentração de nutrientes começa a aumentar com a profundidade. Essas camadas criam uma barreira física entre a luz disponível e os nutrientes necessários.

Ao contrário dos peixes, o fitoplâncton é composto por microrganismos que não conseguem percorrer longas distâncias em busca de alimento, tornando a ação das ondas de Rossby fundamental para trazer os nutrientes até eles ou para levá-los a regiões onde podem se alimentar.

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