As ondas de Rossby são gigantescas, lentas e praticamente invisíveis, propagando-se pelos oceanos e funcionando como conexão entre a atmosfera e os oceanos. Ao moverem-se, essas ondas podem transportar nutrientes até o fitoplâncton ou fazê-lo afundar para além do seu alcance. Quando o fitoplâncton encontra luz e nutrientes suficientes, pode multiplicar-se a ponto de transformar a cor do oceano.
Existe um paradoxo nas águas superficiais: há abundância de luz necessária para a fotossíntese, mas grande parte do alimento do fitoplâncton permanece dezenas ou centenas de metros abaixo. Nitratos, fosfatos e outros nutrientes tendem a acumular-se nas águas profundas, longe da zona iluminada pelo sol.
Na estrutura vertical do oceano, distinguem-se duas camadas importantes: a termoclina, onde a temperatura diminui rapidamente, e a nutriclina, onde a concentração de nutrientes começa a aumentar com a profundidade. Essas camadas criam uma barreira física entre a luz disponível e os nutrientes necessários.
Ao contrário dos peixes, o fitoplâncton é composto por microrganismos que não conseguem percorrer longas distâncias em busca de alimento, tornando a ação das ondas de Rossby fundamental para trazer os nutrientes até eles ou para levá-los a regiões onde podem se alimentar.




