O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senator Flaviano Bolsonaro (PL), candidato à Presidência pelo Rio de Janeiro, intensificaram as trocas de críticas a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 4 de outubro. Os dois principais candidatos usaram discursos em atos públicos, propaganda em televisão e rádio e redes sociais como palco para seus ataques mútuos.
De acordo com pesquisa Quaest, o cenário permanece aberto: em um eventual segundo turno, ambos os candidatos aparecem com 41% das intenções de voto. No ato do Dia da Independencia, Lula levou os temas da campanha à inúmera à data de 7 de setembro e reforçou sua ligação com a cúpula do Congresso ao reunir os líderes Alcolumbre e Motta.
Flaviano Bolsonaro tem utilizado politicamente a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer paralelos entre o ministro Alexandre de Moraes e Lula, reforçando o que chama de caso Lulinha. Enquanto isso, o presidente tem acusado seus adversários de servir aos interesses dos Estados Unidos e lembrou a atuação da família Bolsonaro no chamado "tarifaço".
Em outro ato realizado no Ibirapuera, o político Renan Santos atacou adversários, pediu a prisão de ministros do STF e lançou um manifesto durante o evento. As trocas de acusações ocorrem em um momento de alta tensão na disputa eleitoral, com ambos os lados buscando mobilizar suas bases e fragilizar o adversário no período que antecede a votação.




