Desde 2025 que habitantes de parte do município de Castro Verde sofrem com mau cheiro e "nuvens" de moscas provenientes de terrenos agrícolas onde são depositadas lamas como fertilizante. Uma inúmera anónima da vila relata que há dias em que não consegue abrir as janelas e considera a situação cada vez mais "intolerável".
A Câmara de Castro Verde apresentou uma exposição à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) a afirmar que a deposição de lamas tem causado "impactos negativos e inaceitáveis" no município, incluindo cheiro nauseabundo e swarms de moscas que afetam habitações e unidades de alojamento turístico numa vasta área do território. A autarquia refere ainda que os veículos pesados que transportam as lamas utilizam a Estrada Municipal 535, causando degradação rápida das vias municipais.
O presidente da autarquia, António José Brito, afirma que o município não pode continuar a "pactuar" com esta situação. Segundo o autarca, a CCDRA informou que já foi realizada uma ação de fiscalização conjunta com o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR de Almodôvar.
O caso já tinha sido reportado em agosto de 2025 pela União de Freguesias de Castro Verde e Casével, tendo sido fiscalizados os montes da Rosilha e do Cerro, no município vizinho de Aljustrel. A CCDRA detectou a utilização dos produtos Biciclo Algarve e Biociclo Beja como fertilizantes, tendo sido efetuada participação à ASAE por poder estar em causa o cumprimento dos requisitos de inscrição e colocação no mercado destas matérias fertilizantes.




