Projeto “Respirar Fundo”: poluentes atmosféricos medidos à entrada das escolas acima dos futuros limites legaisFoto de MAURICIO_BR no Pexels
Ciência
Образование
Инвестиции
Castelo Branco

Projeto “Respirar Fundo”: poluentes atmosféricos medidos à entrada das escolas acima dos futuros limites legais

oRegiões7 de setembro de 2026 às 15:00

A Associação 'Bora Ambientar comemorou o Dia Internacional do Ar Limpo para o Céu Azul, a 7 de setembro, divulgando conclusões preliminares do projeto Respirar Fundo, cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa NOPLANETB – AMI. O projeto, em funcionamento há mais de um ano, monitoriza a qualidade do ar na envolvente de 13 escolas portuguesas dos Ensinos Básico e Secundário nos concelhos de Ponte de Lima, Barcelos, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Ílhavo, Caldas da Rainha, Sintra, Lisboa e Sesimbra, através de estações portáteis de medição que avaliam partículas em suspensão (PM10 e PM2.5), dióxido de azoto (NO₂) e ozono troposférico (O₃).

Os relatórios produzidos pelo CENSE (FCT-UNL) revelaram que, nas 12 escolas já monitorizadas, os perfis horários das concentrações de poluentes são consistentes com a influência do tráfego rodoviário, com picos nas horas de ponta. Em 9 dessas escolas, a aplicação dos valores-limite mais restritivos da Diretiva Europeia 2024/2881, que entrará em vigor em 2030, resultaria em muito mais situações de incumprimento, com concentrações médias de PM2,5 e NO₂ superiores aos limites anuais em vários dias analisados.

O projeto envolveu diretamente cerca de 1500 alunos e mais de 250 docentes, cruzando disciplinas como Geografia, Ciências Naturais e Físico-Química. Os resultados demonstram que as redes oficiais de monitorização, localizadas em pontos fixos representativos da qualidade do ar urbana de fundo, não capturam os níveis de exposição em locais específicos onde se concentram populações vulneráveis como crianças e jovens, sublinhando a importância da monitorização local como complemento às redes oficiais.

A Associação 'Bora Ambientar dará continuidade ao projeto a partir de outubro de 2026 com uma nova edição chamada "Respirar+Fundo", que pretende expandir a monitorização a instituições de ensino noutras regiões do país, contando com o apoio das autarquias e incluindo atividades de educação ambiental e a criação de clubes meteorológicos escolares.

Notícias relacionadas

Ciência

UMinho: ‘Noite Europeia dos Investigadores’ para falar de ciência

A Escola de Ciências da Universidade do Minho promove, no dia 25 de setembro, mais uma edição da Noite Europeia dos Investigadores (NEI2026), iniciativa que visa aproximar a ciência do público em geral. O evento busca divulgar o trabalho dos investigadores e promover o contacto entre a comunidade científica e a sociedade.

Guimarães, agora!07/09/26, 16:25
La diálisis en casa no despega: solo llega al 17% de los pacientes, lejos del objetivo del 30%
Ciência

La diálisis en casa no despega: solo llega al 17% de los pacientes, lejos del objetivo del 30%

Mais de 68.400 pessoas em Espanha necessitam de tratamento renal substitutivo, sendo que a maioria (cerca de 75%) faz hemodiálise em hospitais ou centros especializados. No entanto, apenas 17,5% dos pacientes são tratados em casa, muito abaixo do objetivo de 30%, apesar de a diálise domiciliária ser uma opção mais segura, confortável e sustentável para o sistema de saúde.

El Periódico Mediterráneo - General07/09/26, 16:15
Ciência

Hospital de Aveiro inicia broncoscopias com anestesia

O Hospital de Aveiro começou a realizar broncoscopias com apoio anestésico, um avanço que permite tornar estes procedimentos significativamente mais confortáveis, seguros e simples para os pacientes. O diretor do serviço salientou os benefícios desta abordagem, que visa melhorar a experiência dos utentes durante estes exames diagnósticos.

Observador07/09/26, 16:08
Ciência

Das compras ao rio, carrinhos de supermercado são a nova casa de cavalos-marinhos

Nove carrinhos de supermercado abandonados nas águas do Tejo junto à baía da Trafaria, no município de Almada, tornaram-se o novo habitat de cavalos-marinhos, revelando um fenómeno ambiental surpreendente que evidencia a capacidade de adaptação da vida marinha a objetos deixados pelo ser humano.

Notícias de Coimbra07/09/26, 16:04