Cristina Helena de Mello, economista, avalia que as finanças brasileiras não estão em situação de "colapso", mas sim de "atenção". Em ano de eleições, ela defende que o país precisa de uma discussão mais aprofundada sobre o papel do Estado e suas finanças.
Segundo a economista, os discursos políticos sobre o tema são insuficientes. Ela aponta que o presidente Lula propõe "mais Estado", enquanto o principal adversário, Flávio Bolsonaro, defende um "tesouraço" nos gastos públicos. Para Cristina Helena, ambas as posições são "pouco sofisticadas".
A especialista destaca que nem Lula nem Flávio explicam de forma clara que tipo de Estado o Brasil consegue financiar com os recursos disponíveis. A crítica central da economista é a falta de detalhamento técnico nas propostas dos dois lados durante a campanha eleitoral.



