O artigo é uma crítica às políticas de mobilidade implementadas no Funchal, argumentando que, enquanto o discurso académico promove a redução da circulação automóvel em favor do transporte público, a realidade da cidade - uma cidade acidentada, com população envelhecida e infraestruturas saturadas - está a ser ignorada pelos decisores.
O autor afirma que o verdadeiro problema da mobilidade no Funchal é o crescimento descontrolado das empresas de rent-a-car, que se multiplicaram sem limites e ocupam o espaço público como se de parques de estacionamento privados se tratassem. O artigo menciona especificamente Eduardo Jesus como responsável por esta situação e critica a falta de regulação para estas empresas, identificando-as através das suas etiquetas nos veículos.
O texto argumenta que os madeirenses estão a ser progressivamente afastados da sua própria capital. São mencionadas questões como o preço e gestão da água, os parques de estacionamento transformados em parques de rent-a-cars, e as restrições de acesso automóvel ao centro do Funchal. O autor critica a ausência de soluções práticas para as famílias, como zonas de Kiss & Ride ou acessos facilitados para quem presta cuidados a familiares idosos.
O artigo também dirige críticas à oposição política, acusando-a de se alhear dos problemas reais dos residentes e de viver dos mesmos interesses que os hotéis, a construção e os serviços associados. O autor adverte que, se esta situação continuar, poderá haver um crescimento das forças políticas de rutura, comparando a situação com dinâmicas políticas recentes noutros países.




