José Sócrates, antigo primeiro‑ministro português, apresentou uma queixa‑crime contra o procurador Rosário Teixeira, acusando‑o de ter prestado falso testemunho num julgamento. A queixa foi dirigida ao Procurador‑Geral da República, pedindo a abertura de um inquérito para investigar se o magistrate faltou à verdade.
O procurador visado é Rosário Teixeira, que foi o responsável máximo pela Operação Marquês, o processo judicial que investigou José Sócrates por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Segundo a queixa apresentada por Sócrates, Rosário Teixeira terá mentido durante o julgamento ao negar que tivesse tido contactos com jornalistas antes de ser detido em 2021. O antigo primeiro‑ministro sustenta que essa alegada falseza na prestação de depoimento constitui crime de falso testemunho.
Esta queixa surge num contexto de múltiplas controversies envolvendo a Operação Marquês, processo que acompanhou José Sócrates durante anos e que terminou com o seu arquivamento em 2023, por decisão do Supremo Tribunal de Justiça.




