A relação tradicional dos portugueses com o automóvel sempre foi marcada por uma ligação quase afetiva: a escolha do modelo, da cor, dos extras e até o cheiro do habitáculo novo faziam parte de uma experiência pessoal. No entanto, uma mudança significativa está a surgir no comportamento dos consumidores.
Cada vez mais condutores, sobretudo entre os 30 e os 50 anos, preferem a possibilidade de trocar de carro a cada poucos anos em vez de se comprometerem com um único veículo durante uma década. Esta tendência reflete uma nova mentalidade em relação à mobilidade.
O renting automóvel tem vindo a crescer precisamente porque responde a esta vontade de flexibilidade. Os consumidores valorizam a liberdade de poder mudar de viatura sem os encargos associados à propriedade, como a desvalorização e os custos de manutenção.
Não se trata de uma moda passageira, mas de uma mudança estrutural na forma como as pessoas pensam os custos e a utilização do automóvel. A transformação na relação com o carro está intimamente ligada à forma como hoje se encara a mobilidade em geral.



