O conflito entre os Estados Unidos e o Irão escalou durante o fim-de-semana, com as tensões a desenvolverem-se cada vez mais no mar. Nos últimos dois dias, os dois países têm-se atacado na região do Golfo, tendo os Estados Unidos atacado, no sábado, três navios iranianos com mísseis. O Irão também tem disparado contra bases norte-americanas e navios comerciais, principalmente com o objetivo de manter o controlo do estreito de Ormuz.
O conflito tomou novas proporções quando os disparos contra os navios norte-americanos passaram a ter como objetivo um cerco aos portos iranianos, impedindo a saída de petroleiros para o mar. Esta é a nova estratégia dos Estados Unidos, que passaram a atacar diretamente navios petroleiros iranianos, mesmo em águas iranianas.
Perante esta situação, o principal negociador iraniano avisou que o Irão vai dar uma resposta mais "rápida, penosa e pesada" aos ataques norte-americanos. Mohsen Rezaï, secretario do Conselho Supremo de Segurança Nacional, avançou que o país vai criar uma "zona interdita" no estreito de Ormuz "nos próximos dias", que começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo. Qualquer navio que entre nesta zona será colocado numa lista de sanções.
Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador-chefe e presidente do Parlamento iraniano, afirmou que "os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionadas acabou", salientando que qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irão receberá uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa.




