O Mercado Livre se mostrou otimista com o futuro do comércio eletrônico no Brasil, apesar do elevado endividamento das famílias e dos sinais de crise no varejo. Em entrevista ao GLOBO, o vice-presidente de estratégia e relação com investidores da empresa na América Latina, Leandro Cuccioli, afirmou que o país não é uma opção para a empresa, e sim uma obrigação. O executivo comparou o setor de comércio on-line no Brasil aos "15 minutos do primeiro tempo", indicando que ainda há muito potencial de crescimento.
Cuccioli declarou que o grupo continuará investindo pesado em logística e inclusão financeira independentemente do resultado das eleições presidenciais deste ano ou de mudanças legislativas, como o fim da escala 6x1 e a regulação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Não é eleição que determina potencial do Brasil", afirmou o executivo.
A empresa recentemente firmou uma parceria estratégica com o Magazine Luiza, permitindo que produtos do Magalu sejam oferecidos através da plataforma do Mercado Livre. A Volkswagen também foi mencionada como parceira, inaugurando sua estratégia de eletrificação no Brasil com a venda do ID.4 a partir de outubro.
O artigo menciona que o Mercado Livre projeta R$ 280 bilhões em vendas para 2025, demonstrando a confiança da empresa no mercado brasileiro apesar dos desafios econômicos apontados.




