A taxa de conclusão do ensino secundário é mais baixa nas regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve, particularmente na rede pública, segundo um relatório da Pordata da Fundação Francisco Manuel dos Santos. No Norte, 81% dos alunos que iniciaram um curso geral de secundário numa escola pública em 2020/21 concluíram-no três anos depois, enquanto na Grande Lisboa essa taxa foi de apenas 67%, agravando-se para 56% nos cursos profissionais. No 3.º ciclo do ensino básico, as regiões Norte e Centro apresentam taxas de conclusão acima de 90%, enquanto a Grande Lisboa e o Algarve ficam abaixo dos 85% em 2022/23.
No ano letivo de 2024/2025, estavam inscritos 2.078.116 alunos no sistema educativo português, mais 9.326 do que no ano anterior. Este crescimento resulta do aumento de quase 9 mil alunos no primeiro ciclo e de quase 8 mil no ensino superior, o que contraria as previsões baseadas na natalidade e reflete o forte crescimento populacional relacionado com a imigração. Em sentido oposto, verificou-se uma quebra de quase 4 mil alunos no pré-escolar e de mais de 3 mil no ensino secundário.
Em 2023/24, contabilizavam-se 206.011 alunos com um ou ambos os pais de nacionalidade estrangeira no ensino pré-escolar, básico e secundário. No ensino superior, o número de estudantes estrangeiros quadruplicou nos últimos 15 anos, passando de 20 mil para 80 mil alunos em 2024/2025, com um crescimento particularmente expressivo nos mestrados integrados, onde passaram de 3.282 para 22.523 alunos. Brasil, Angola, Guiné-Bissau, França e Itália eram os principais países de origem.
O ensino superior ultrapassou os 456 mil inscritos em 2024/2025, um crescimento de 30% face a 2015. No entanto, a taxa de abandono um ano após o ingresso chegou a atingir os 30% em 2022/2023 e 2023/2024. Relativamente aos professores, o volume de novos licenciados em ensino (dois mil por ano) é inferior às saídas por reforma (três mil por ano), representando um dos maiores desafios do sistema educativo português.




