Ricardo Gonçalves Cerqueira: “Não me preocupo nada se as pessoas estão das 9 às 18 horas no escritório”Foto de bruno_cruz no Pexels
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Ricardo Gonçalves Cerqueira: “Não me preocupo nada se as pessoas estão das 9 às 18 horas no escritório”

Eco7 de setembro de 2026 às 08:00

Ricardo Gonçalves Cerqueira, CEO da Rekeep Portugal, foi o 94.º convidado do podcast "E Se Corre Bem?" do ECO. Licenciado em Direito, começou por ter incursionou brevemente na área pública, mas por volta dos 22 anos juntou-se ao negócio da família, que o pai tinha criado após sair de uma sociedade ligada à higienização e segurança privada. O CEO defende que para tomar boas decisões é fundamental conhecer todas as minudências do negócio, passando por diversas áreas como a operacional, comercial, contratação pública e recursos humanos.

Durante a sua trajetória, identificou a necessidade de criar uma estrutura intermédia de gestão, já que nas empresas familiares todos reportam diretamente ao CEO. Fez uma conjugação entre experiência e inovação, aproveitando pessoas da época do pai e trazendo nova geração da universidade e da concorrência. O seu objetivo era transformar uma empresa de limpeza e higienização numa plataforma de multisserviços que oferecesse soluções integradas de limpeza, manutenção e fornecimento de refeições num único interlocutor.

A empresa fundiu-se com o grupo italiano Rekeep, líder em Itália em limpeza, manutenção e catering, para trazer know-how, capacidade técnica e tecnológica. Ricardo Gonçalves Cerqueira teve quase dois anos de negociações antes da fusão, o que lhe permitiu conhecer bem a empresa e acabou por se tornar CEO da Rekeep Portugal. Defende que a robotização não substitui pessoas, mas ajuda a otimizar processos, como acontece em hospitais com robôs que trabalham durante a noite.

Enquanto líder, a sua única preocupação é o resultado da operação, dando total liberdade aos colaboradores para gerirem o seu horário. "Não me preocupo nada se as pessoas estão das 9 às 18 horas no escritório", afirmou. No entanto, reconhece dificuldades na captação de talento, especialmente nos quadros operacionais, onde a empresa depende de funcionários de outras origens para conseguir dar resposta.

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