O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Portugal vai gastar 900 mil euros num serviço de "coaching" para profissionais de saúde, especificamente para médicos de família, sem utilizar a designação de "escuta" para descrever o serviço. A contratação foi feita através de um concurso público lançado pela Unidade de Missão para os Cuidados Prazos, o organismo responsável pela gestão do programa de recuperação das listas de utentes sem médico atribuído. O valor total previsto para este contrato é de 900 mil euros, destinados a fornecer apoio aos clínicos que enfrentam elevados níveis de pressão e sobrecarga de trabalho. O artigo questiona a utilização do termo "coaching" em vez de "escuta" para descrever o que parece ser essencialmente um serviço de escuta psicológica ou apoio emocional. A crítica central do artigo é que se trata de um instrumento sem nome próprio, onde o SNS paga por um serviço que essencialmente consiste em ouvir os profissionais, mas evita usar essa palavra. O programa insere-se no contexto mais amplo da recuperação das listas de utentes sem médico de família, um problema crónico do SNS que tem levado à sobrecarga dos profissionais existentes. A contratação de "coaching" surge como medida de apoio aos médicos que ficam a trabalhar com listas alargadas de utentes, num contexto de escassez de clínicos no sistema público de saúde português.
Política
'Coaching' no SNS: um instrumento não tem nome próprio
Expresso7 de setembro de 2026 às 07:57
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