Um ano de escola pode custar às famílias quase 1.500 euros no público e quase seis vezes mais no privadoFoto de VINCENT-RECLOUX no Pexels
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Um ano de escola pode custar às famílias quase 1.500 euros no público e quase seis vezes mais no privado

Jornal Económico7 de setembro de 2026 às 07:00

De acordo com o "Guia para o Regresso às aulas", da fintech Dr. Finanças, especializada em bem-estar financeiro, um ano letivo para uma criança no ensino público custa às famílias portuguesas cerca de 1.493 euros, o que equivale a uma média de 125 euros por mês. Esta despesa inclui material escolar como cadernos, artigos de escrita e desenho e mochila, além de equipamento de educação física e refeições na escola, cujo custo base do almoço está fixado em 1,46 euros.

Entre os custos referidos no guia, os cadernos de atividades podem representar cerca de 40 euros no 1.º ciclo, aproximadamente 90 euros nos 2.º e 3.º ciclos e cerca de 65 euros no ensino secundário. O equipamento de educação física, incluindo fato de treino, t-shirt e ténis, pode custar cerca de 50 euros. Acrescem ainda despesas como CAF ou ATL, atividades extracurriculares e visitas de estudo, que podem aumentar significativamente o orçamento familiar.

No ensino privado, a fatura anual ultrapassa os oito mil euros. O Dr. Finanças baseou-se nas quatro primeiras escolas privadas do ranking de 2025 para o ensino secundário, estabelecendo uma mensalidade média de 609 euros durante dez meses, mais uma renovação de matrícula de cerca de 363 euros. A estes valores somam-se cerca de 130 euros mensais em refeições, o que perfaz aproximadamente 1.300 euros por ano, além de manuais escolares e cadernos de atividades, que no secundário podem representar cerca de 270 euros.

Embora a escola seja obrigatória e gratuita em Portugal, e os manuais escolares sejam gratuitos, as famílias enfrentam despesas significativas com material escolar, equipamento desportivo, refeições e atividades complementares. A diferença entre o ensino público e o privado é considerável, com o privado a custar quase seis vezes mais do que o público.

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