O recuo do gelo marinho na Antártida está alterando a alimentação dos pinguins-de-adélia e pode estar contribuindo para a redução de algumas colônias da espécie. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Current Biology em julho, que analisou cerca de 4 mil imagens de satélite feitas ao longo de três décadas para identificar mudanças na dieta das aves.
A pesquisa utilizou imagens do programa Landsat, da Nasa, para analisar o guano — as fezes dos pinguins — acumulado nas áreas onde as colônias se concentram. A quantidade de excrementos é tão grande que pode ser identificada do espaço.
Mais do que a presença do material, os pesquisadores observaram sua coloração, que fornece pistas sobre o que as aves estão comendo. A técnica se baseia nas diferenças entre os alimentos consumidos. Quando os pinguins comem krill, por exemplo, o guano apresenta uma coloração mais avermelhada, enquanto uma dieta baseada em peixes resulta em tonalidades mais esverdeadas.




