Todos os anos, com a chegada do verão, aumenta o número de casos de intoxicação alimentar. Esta situação não é coincidência, uma vez que as bactérias se multiplicam rapidamente em temperaturas acima dos 20°C, deteriorando os alimentos. A maioria destes casos é evitável, pois os erros que os causam repetem-se todos os verões pelos mesmos motivos.
O artigo identifica os erros mais comuns que contribuem para o aumento das intoxicações. Deixar comida perecível (carne, peixe, laticínios, maionese, sobras) fora do frigorífico mais de duas horas é o erro mais frequente. Transportar alimentos sem cuidado em piqueniques, praia ou churrascos, sem malas térmicas ou gelo, também representa um risco significativo. Descongelar alimentos em cima da bancada da cozinha, à temperatura ambiente, cria condições ideais para a proliferação de microrganismos, sendo considerado um dos erros mais silenciosos e comuns.
As sobras devem ser refrigeradas nas primeiras duas horas após a confecção e consumidas num máximo de três dias. A maionese caseira, feita com ovo cru, é particularmente sensível ao calor e deve ser mantida refrigerada até ao momento de servir, nunca exposta ao sol durante as refeições.
Os sinais de alerta de uma intoxicação alimentar incluem diarreia, vómitos, febre e dores abdominais fortes horas depois de uma refeição. Na maioria dos casos, a situação resolve-se com repouso e hidratação. No entanto, em crianças pequenas, grávidas, idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado, uma intoxicação alimentar pode ter consequências mais graves.




