O artigo aborda a controvérsia sobre novos armazéns do Sousa nas Figueirinhas, na Ilha da Madeira, e a responsabilidade política pelo seu licenciamento. O autor defende que as Figueirinhas e a zona da Cancela pertencem à freguesia do Caniço, integrada no município de Santa Cruz, que é governado pelo JPP, e não ao Funchal como alguns comentadores afirmavam incorretamente.
O licenciamento de obras, a alteração de uso dos terrenos, a aprovação de projetos de arquitetura e a cobrança de impostos municipais naquela zona são da exclusiva responsabilidade da Câmara Municipal de Santa Cruz, regendo-se pelo seu Plano Diretor Municipal. O autor critica os apoiantes do JPP que tentaram atribuir a responsabilidade ao Funchal, considerando que demonstram desconhecimento da geografia autárquica ou tentam desviar a atenção das decisões urbanísticas tomadas pela sua própria câmara.
O artigo também aborda uma tentativa de usar a proximidade do Estabelecimento Prisional do Funchal como justificativa para restrições no licenciamento. O autor argumenta que a zona de expansão dos armazéns fica fisicamente separada da prisão pela topografia e malha viária, sem sobreposição de perímetros de segurança ou servidões administrativas que obriguem à intervenção do Ministério da Justiça ou da DGRSP.
Um morador da zona, que vive em frente aos novos armazéns, relata o impacto negativo na qualidade de vida davizinhança, descrevendo a transformação de uma zona residencial tranquila numa área com armazéns e camiões. O autor conclui que a responsabilidade política pela alteração do perfil daquela zona recai sobre a Câmara Municipal de Santa Cruz e o JPP, acusando simpatizantes do partido de praticarem desinformação e ataques pessoais contra quem questionava a decisão.




