O artigo de opinião de Elsa Estrela aborda a questão de quem tem o direito de definir a profissão docente. A autora argumenta que nenhuma autoridade decreatou formalmente que a profissão docente deva ser construída de cima para baixo, ou seja, com decisões sendo impostas por órgãos superiores sem a participação dos próprios professores.
No entanto, Estrela destaca que o dispositivo que decide quem pode formar professores opera segundo esse pressuposto hierárquico. Isso significa que mecanismos de controle e regulamentação da formação docente são definidos por instâncias que não necessariamente incluem a voz dos profissionais da educação.
A reflexão proposta pela autora questiona essa estrutura de poder na definição dos padrões profissionais da docência, sugerindo que há uma contradição entre o discurso sobre autonomia profissional e a prática de imposição de diretrizes sem consulta aos主体 interessados.
O texto convite à análise crítica sobre como a profissão docente é regulada e quem realmente participa dessas decisões que afetam diretamente a formação e o exercício da carreira educacional.




