O Primeiro-Ministro Luís Montenegro regressou de férias com um discurso que enaltece os sucessos do seu Governo, queixando-se de uma suposta "censura moderna" praticada pelos jornalistas. Em resposta, José Luís Carneiro escolheu a imagem do "Rei vai nu" para a rentrée do PS, argumentando que nada tem sido feito pelo Governo para combater o aumento do custo de vida, embora a economia portuguesa esteja a crescer acima da média europeia.
O autor destaca que, apesar do crescimento económico de 1,9% (contra 1,2% da UE), a Europa atravessa um período de crescimento medíocre e que Portugal enfrenta problemas graves: os preços das habitações subiram cerca de 17,8%, o cabaz alimentar essencial custa 254,32€, a energia aumentou 8,7% e os serviços 4%. O PS apresentou propostas ao Governo para combater estes aumentos, incluindo IVA zero no cabaz alimentar essencial, redução do IVA em combustíveis e energia de 23% para 13%, e apoios ao setor agrícola e de transportes, todas recusadas.
O PS definiu condições para aprovar o Orçamento do Estado para 2027: uma Revisão Constitucional feita apenas com o PS, a intocabilidade da Segurança Social, a conclusão do PRR, apoios às Autarquias e às vítimas das tempestades, e sobretudo o desagravamento do custo de vida. O autor considera estas condições essenciais e não radicais, criticando o Governo por problemas como exames nacionais perdidos, incêndios de 2025, caos na Saúde e um Ministro da Administração Interna constantemente atrapalhado.
O autor conclui que um Orçamento competente não é de esquerda nem de direita, mas sim um que devolva às famílias parte do que o Estado lhes tirou em excesso durante a inflação, que tackle a habitação e que resolva os problemas do Serviço Nacional de Saúde. A estabilidade política, segundo o autor, não se exige à oposição, mas sim que se conquista através de boa governação.




