José Luis é dono de uma cadeia de cabeleireiros e diz trabalhar “24/7, 365 dias por ano”: “Não tenho de pedir desculpa por ganhar dinheiro”Foto de belensilva no Pexels
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José Luis é dono de uma cadeia de cabeleireiros e diz trabalhar “24/7, 365 dias por ano”: “Não tenho de pedir desculpa por ganhar dinheiro”

Postal do Algarve6 de setembro de 2026 às 19:30

O empresário espanhol José Luis Azañón, proprietário da cadeia de cabeleireiros Rizos, voltou a destacar-se após defender publicamente a legitimidade de um empresário ganhar dinheiro com o seu negócio. Num programa da laSexta, José Luis rejeitou que o seu património tenha resultado de uma herança e salientou o esforço que dedica à atividade empresarial. "Eu não herdei nada. Aquilo que tenho, seja muito, pouco ou assim-assim, conquistei-o com o meu trabalho", afirmou, resumindo a sua dedicação com a expressão "trabalho 24/7, 365 dias por ano".

A discussão intensificou-se quando outros participantes no programa abordaram a responsabilidade dos empresários relativamente aos salários pagos aos trabalhadores. José Luis reagiu com a frase que acabou por ganhar destaque na imprensa espanhola: "Não tenho de pedir desculpa por ganhar dinheiro". A resposta colocou em confronto duas questões: a discussão sobre os salários e as condições laborais e a legitimidade de quem possui uma empresa obter rendimento através dessa atividade.

O empresário abordou também a carga fiscal, mas fez questão de esclarecer que não se opõe ao princípio de pagar impostos. A crítica está, segundo explicou, na forma como considera que o dinheiro público é posteriormente utilizado. José Luis defendeu que gostaria de ver uma Administração Pública mais eficiente e afirmou que não teria necessariamente problemas em contribuir com mais recursos, caso fosse necessário, desde que esse esforço estivesse devidamente justificado.

Não é a primeira vez que Azañón protagoniza debates públicos sobre as condições de quem gere uma empresa. Em setembro de 2025, o NoticiasTrabajo recuperou outra intervenção em que o empresário questionou regras sobre horas extraordinárias, incluindo a convenção coletiva estatal para cabeleireiros que proíbe a realização de horas extra. José Luis disse ainda ter recebido inúmeras inspeções de trabalho e considerou que as sanções aplicáveis às pequenas e médias empresas podem atingir valores capazes de colocar determinados negócios em dificuldades.

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