Os 100 mil quilómetros representam uma marca importante na vida de um automóvel, mas não existe uma revisão universal igual para todos os veículos. De acordo com a Bosch Car Service Portugal, os intervalos de manutenção dependem da marca, modelo, motorização, idade e tipo de utilização, pelo que é fundamental seguir sempre o plano definido pelo fabricante e fazer verificações regulares para detetar desgaste antes que este resulte em avarias mais dispendiosas.
Entre os componentes que merecem atenção especial aos 100 mil quilómetros está a correia de distribuição, cuja substituição é recomendada por muitos fabricantes entre os 60 mil e os 100 mil quilómetros. Também os amortecedores podem necessitar de substituição nesta fase, entre os 70 mil e os 100 mil quilómetros, dependendo das condições de utilização, sendo sinais de alerta ruídos, instabilidade, maior balanço da carroçaria ou desgaste irregular dos pneus.
O ACP inclui os fluidos e filtros entre os principais pontos da manutenção preventiva, recomendando que o condutor acompanhe o histórico das revisões em vez de esperar que surja uma avaria. Aos 100 mil quilómetros, vale a pena confirmar o que já foi substituído e quais as próximas intervenções previstas, sendo que a bateria, embora deva ser testada, tem uma vida útil mais relacionada com a idade do veículo do que com os quilómetros percorridos, durando normalmente menos de quatro anos.
Chegar aos 100 mil quilómetros não significa que o automóvel esteja no fim da vida nem que seja necessário trocar tudo de uma vez. É sim uma boa altura para verificar a distribuição, suspensão, travões, pneus, bateria, filtros e fluidos, comparando sempre o estado real do veículo com o plano de manutenção recomendado pela marca, pois uma intervenção feita no momento certo pode evitar que uma peça desgastada provoque uma reparação muito mais cara.




