Macau anunciou no domingo, 6 de setembro, que a visita de oito dias da delegação do chefe do Executivo ao Sudeste Asiático, que terminou no sábado, resultou na assinatura de 189 protocolos de cooperação. Foram celebrados 82 acordos em Singapura, 45 na Indonésia e 62 na Malásia, abrangendo áreas como turismo, novas tecnologias, medicina tradicional chinesa, comércio eletrónico e certificação halal.
O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e a Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau divulgaram um comunicado conjunto sobre os resultados da viagem. A DST assinou memorandos de entendimento com associações e entidades dos três destinos para promover o fluxo turístico bidirecional, enquanto o IPIM celebrou acordos com câmaras de comércio chinesas da região, criando uma rede comercial e económica mais abrangente entre Macau e o Sudeste Asiático.
Os representantes das associações comerciais signatárias consideraram que a iniciativa criou uma ponte transfronteiriça eficiente para a cooperação entre as partes. Manifestaram ainda a expectativa de aproveitar o papel de plataforma de Macau e os benefícios da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, para aceder ao mercado do Interior da China e expandir a presença nos Países de Língua Portuguesa e Espanhola.
A Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin é uma área económica especial com cerca de 106 quilómetros quadrados, criada em 2021 para apoiar a diversificação económica de Macau. A China estabeleceu Macau como plataforma para a cooperação com países de língua portuguesa em 2003, tendo o Governo de Macau alargado o foco aos países hispanófonos mais de duas décadas depois.




