O Presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques israelitas de domingo, 6 de setembro, contra Nabatieh e várias cidades vizinhas no sul do país, que provocaram pelo menos quatro mortos e 20 feridos. Aoun denunciou uma "escalada perigosa" devido aos ataques direcionados a instituições estatais e centros médicos, incluindo o edifício do Ministério das Finanças em Nabatieh, que sofreu danos significativos, e o hospital Ghandour, que foi destruído.
O chefe de Estado libanês afirmou que os bombardeamentos vão além das repetidas violações do acordo de cessar-fogo e do acordo-quadro assinado em junho, referindo que desta vez os alvos foram instalações civis essenciais para a população. Aoun lembrou ainda um ataque anterior a um centro de segurança do Estado que resultou em mortes, sublinhando que as administrações civis e as instalações de saúde estão a ser visadas.
Israel afirmou que as suas forças estavam a responder ao lançamento de dois drones pelo grupo xiita Hezbollah contra soldados israelitas na chamada "zona de segurança" no sul do Líbano, tendo abatido um dos drones. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas provocaram 4.358 mortos no país desde 2 de março, pouco depois do início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
Aoun responsabilizou Israel na íntegra pela escalada de violência e instou os Estados Unidos e a comunidade internacional a tomarem medidas imediatas para travar as violações e responsabilizar os agressores. Apesar dos ataques, o Presidente libanês afirmou que o Líbano continua empenhado na preservação da sua soberania, na estabilidade do sul do país e na segurança dos seus cidadãos.




