Luís Neves nasceu a 24 de Setembro de 1965 em Castelo Branco e licenciou-se em Direito pela Universidade Lusíada, exercendo advocacia entre 1992 e 1995. Em 1995, ingressou na Polícia Judiciária (PJ), integrando a Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), sem nunca ter declarado filiação partidária. O seu percurso policial ficou marcado por um pragmatismo silencioso que privilegiava a eficácia operacional em detrimento da exposição mediática.
Entre 2009 e 2018, comandou a Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), período durante o qual desmantelou células de extrema-direita violenta, travou grupos de assalto a caixas multibanco com explosivos e esteve envolvido na neutralização da base logística da organização terrorista ETA em Óbidos. A sua autoridade técnica tornou-se respeitada pelas congéneres internacionais, consolidando o seu nome nos meandros policiais.
Em 2018, assumiu a liderança máxima da PJ como Director Nacional. Sob a sua tutela, a corporação enfrentou casos complexos, incluindo a caçada internacional e localização do banqueiro João Rendeiro na África do Sul, o dossier do furto de armas em Tancos e o processo Football Leaks de Rui Pinto.
Em Fevereiro de 2026, foi chamado para o XXV Governo Constitucional como ministro da Administração Interna, transitando das salas de interrogatório para os corredores ministeriais. No novo cargo, enfrenta desafios como reivindicações salariais das forças de segurança, carências logísticas na PSP e GNR, e a urgência de respostas ao crime transnacional.




