Nem tudo o que parece notícia é e 59 jovens estão a aprender a desconfiarFoto de geralt no Pexels
NegóciosLisboa

Nem tudo o que parece notícia é e 59 jovens estão a aprender a desconfiar

Eco6 de setembro de 2026 às 10:41

A Fundação Francisco Manuel dos Santos realizou em Sintra uma Escola de Verão dedicada ao tema "(Des)informação e Democracia", onde 59 jovens com idades entre os 15 e os 17 anos passaram uma semana a aprender a reconhecer e desconfiar da desinformação. Divididos em oito grupos, os participantes saíram para o terreno, em Sintra, para interviewing pessoas e procurar histórias reais, acompanhados pela equipa da revista de jornalismo narrativo Divergente.

A experiência prática de reportaje mostrou-se mais difícil do que esperavam. Leonor Rio, de 16 anos, de Felgueiras, explicou que algumas pessoas recusaram participar ou inventaram desculpas, levando o grupo a perceber que era melhor começar por conversar antes de gravar. Outro grupo descobriu que fazer pausas de silêncio após perguntas permitia às pessoas partilharem mais informações. A jovem Sara Carvalho, de Lisboa, aprendeu que não era preciso contar algo extraordinário, apenas "a vida das pessoas".

A formação revelou-se uma ponte para o tema central da semana. Os participantes reconheceram que a desinformação é difícil de combater porque está presente no quotidiano digital. Leonor aprendeu a desconfiar também da tendência para acreditar naquilo que confirma o que já pensa, enquanto Pedro Figueiredo, de Leiria, alertou para a relação entre desinformação e algoritmos nas redes sociais. A jornalista Sofia da Palma Rodrigues resumiu a iniciativa: "Um bom jornalista será uma boa pessoa e um bom cidadão."

O diretor de conteúdos da Fundação, João Tiago Gaspar, explicou que a escolha do tema prende-se com as transformações do espaço mediático e a crescente influência das redes sociais, que considerou um "quinto poder" que não se rege pelos critérios éticos do jornalismo tradicional. No final da semana, a discussão regressou ao essencial: parar, ouvir e desconfiar.

Notícias relacionadas

Negócios

TAP. Governo prorroga até final do ano prazo para concluir privatização

O governo português prorrogou até ao final do ano o prazo para a conclusão da privatização da TAP, visando permitir mais três semanas de negociações com a Air France-KLM e a Lufthansa, durante as quais as duas empresas deberán apresentar propostas vinculativas melhoradas para a compra da transportadora aérea portuguesa.

RTP Notícias06/09/26, 11:30
Governo prorroga até final do ano prazo para concluir privatização
Negócios

Governo prorroga até final do ano prazo para concluir privatização

O Conselho de Ministros português aprovou a resolução n.º 176-A/2026, que prorroga até 31 de dezembro de 2026 o prazo para conclusão do processo de privatização da TAP. A extensão de três semanas visa permitir negociações finais e a apresentação de propostas vinculativas melhoradas por parte dos dois consórcios concorrentes: Air France-KLM e Lufthansa.

dnoticias.pt06/09/26, 11:27
Negócios

Principais Tendências e Dicas para o Consumidor Atual

No segundo trimestre de 2026, as reclamações relativas a serviços de comunicações em Portugal aumentaram 12% para 27,6 mil, com o sector postal a crescer 15% (10,1 mil queixas) e as comunicações eletrónicas a subir 10% (17,5 mil). O livro de reclamações eletrónico tornou-se o meio preferido, representando 69% das queixas, enquanto o físico caiu 19%. Geograficamente, Leiria teve a maior taxa de reclamações em comunicações eletrónicas e a Madeira liderou nos serviços postais. Entre os operadores, a MEO foi a mais reclamada com 37% das queixas, seguida pela NOS e Vodafone. Nos serviços postais, os CTT lideraram com 7,8 mil queixas, mas a GLS registou um crescimento de 172%, tornando-se o segundo operador mais reclamado.

Notícias Portugal06/09/26, 11:00
REGIÃO: Plenergy abre 20 postos em Portugal em menos de dois anos
Negócios

REGIÃO: Plenergy abre 20 postos em Portugal em menos de dois anos

A empresa Plenergy alcançou a marca de 20 postos em Portugal em menos de dois anos, com aberturas simultâneas em Castelo Branco e Ponte de Lima. O crescimento acelerado reflete o sucesso do plano de negócios e a forte adesão do mercado à proposta de valor da marca. A nova expansão surge em resposta à subida contínua dos preços dos combustíveis, oferecendo preços até 10% abaixo da média regional.

SAPO06/09/26, 10:34