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Alzheimer pode deixar sinais no cérebro mais de sete anos antes de placas aparecerem em exames, aponta estudo

oglobo6 de setembro de 2026 às 08:30

A Doença de Alzheimer pode começar a deixar marcas no cérebro muito antes dos primeiros sinais aparecerem, segundo um estudo publicado na revista Nature Neuroscience. A pesquisa identificou alterações cerebrais mais de sete anos antes de níveis elevados de placas da proteína beta-amiloide serem detectados em exames de imagem.

O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega, liderados por James Michael Roe, do Departamento de Psicologia da instituição. Os pesquisadores utilizaram exames de ressonância magnética de indivíduos saudáveis realizados ao longo de vários anos para monitorar as mudanças cerebrais.

Os resultados sugerem que alterações relacionadas ao desenvolvimento da doença podem surgir antes de alguns marcadores atualmente utilizados para identificar suas fases iniciais. Isso indica que os métodos tradicionais de diagnóstico podem não ser sensíveis o suficiente para detectar a doença em seus estágios mais precoces.

A descoberta pode abrir caminho para diagnósticos mais precoces e intervenções mais efetivas no tratamento do Alzheimer, permitindo que pacientes recebam acompanhamento antes mesmo de a doença se manifestar clinicamente.

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