Faleceu Armando Rocha Marques, aos 97 anos, na noite de sábado, na Póvoa de Varzim. Conhecido como o "Senhor Turismo" da cidade, deixa um legado profundamente ligado à promoção turística, à preservação das tradições poveiras e ao movimento associativo local. Com a sua morte desaparece uma das últimas grandes referências de uma geração que ajudou a construir a projeção turística da Póvoa de Varzim no século XX.
Nascido a 15 de abril de 1929, Armando Marques ingressou nos quadros da Câmara Municipal em 1953 e assumiu as funções de promotor e chefe dos Serviços Municipais de Turismo entre 1966 e 1987, período em que contribuiu para afirmar a cidade como referência balnear, cultural e etnográfica. O seu trabalho coincidiu com anos de grande dinamismo turístico durante as décadas de 1970, 1980 e 1990.
Paralelamente à carreira no município, esteve ligado à agência de viagens Rondatur, fundada em 1963, e durante mais de meio século acompanhou o Grupo Folclórico Poveiro, desempenhando um papel decisivo na divulgação das tradições, usos e costumes poveiros. Desenvolveu também intensa atividade na comunicação social, colaborando com órgãos como o Diário do Norte, Comércio do Porto e Diário Popular, e escreveu o livro "Crónicas Poveiras: o passado no presente".
O reconhecimento pelo seu percurso chegou em 2016, quando a Câmara Municipal lhe atribuiu a Medalha de Reconhecimento Poveiro, Grau Prata, tendo em 2018 recebido o Brasão da Póvoa de Varzim pelos serviços prestados à comunidade. O presidente Aires Pereira descreveu-o como "a personificação do poveiro global".




