No Martim Moniz, em Lisboa, os comerciantes estão a deixar recados escritos nos vidros dos carros para tentar dissuadir assaltantes, numa tentativa desesperada de proteger os seus estabelecimentos e bens. A situação reflete o aumento da criminalidade na zona, onde o tráfico e o consumo de droga se tornaram cada vez mais visíveis e sem vergonha.
Os comerciantes relatam que o medo se instalou na comunidade, e que muitos dos assaltantes são consumidores de droga que precisam de dinheiro para comprar substâncias. Perante a inação das autoridades, os comerciantes decidiram tomar medidas próprias, usando a criatividade para alertar os potenciais ladrões.
Os recados deixados nos vidros dos carros variam entre avisos sobre câmaras de vigilância, ameaças de que os proprietários estão vigilantes, ou apelos à consciência dos assaltantes. Esta estratégia, embora inovadora, ilustra a fragilidade da segurança sentida pelos comerciantes da zona.
O artigo evidencia um problema social profundo na zona do Martim Moniz, onde a criminalidade associada ao tráfico de droga tem afetado não apenas os residentes, mas também os pequenos comerciantes que tentam sobreviver num ambiente cada vez mais hostil e perigoso.




