Federico Fuentes, professor reformado de 81 anos, recebe uma pensão de aproximadamente 2.300 euros mensais, um valor superior aos cerca de 2.000 euros que auferia como salário antes de se reformar. Em entrevista ao jornal digital espanhol Noticias Trabalho, afirmou em tom de brincadeira que se "reformei para ganhar mais". Após mais de 30 anos de serviço público em Barcelona, considera-se um sortudo e garante que o rendimento lhe permite viver com tranquilidade e poupar.
O antigo professor descreve a função pública como "um trabalho para toda a vida", valorizando a previsibilidade e a estabilidade como principais vantagens. Federico contrapõe esta segurança ao risco de encerramento ou falência existente nas empresas privadas. Recorda ainda que começou a trabalhar numa época de salários baixos e horários exigentes, condições que melhoraram após reivindicações laborais e greves no setor da educação.
Federico também manifestou confiança no sistema público de pensões, rejeitando as críticas dos trabalhadores mais jovens às contribuições obrigatórias. "Se não fosse assim, não existiriam pensões", afirmou, defendendo a solidariedade entre gerações como base do sistema. Quem trabalha e desconta financia as pensões atuais, esperando beneficiar da mesma proteção no futuro.
O artigo explica ainda que, em Portugal, os trabalhadores admitidos na função pública desde 1 de janeiro de 2006 passaram a ser inscritos no regime geral da Segurança Social, mantendo-se os que já estavam inscritos na Caixa Geral de Aposentações no Regime de Proteção Social Convergente. O valor da pensão depende do regime, anos de contribuições, remunerações registadas e idade da reforma.




