A agência de notação financeira Fitch elevou a classificação de risco de Portugal de A para A+, com perspetiva estável, o que foi recebido como uma "excelente notícia" pelo Presidente da República, António José Seguro. Numa nota publicada no site da Presidência da República, Seguro considerou que esta será "seguramente uma das notícias económicas mais relevantes" de 2026, atribuindo o resultado ao esforço dos portugueses e a uma orientação de responsabilidade fiscal mantida ao longo de diferentes governos.
A Fitch justificou a subida com o reforço das finanças públicas portuguesas, incluindo a trajetória projetada de redução da dívida pública e a existência de saldos orçamentais mais fortes do que os de países com classificação semelhante. A agência destacou ainda indicadores de governação superiores à mediana dos países integrados na categoria A e as "forças institucionais" resultantes da integração de Portugal na União Europeia e na zona euro. Apesar destes fatores positivos, a Fitch referiu que a avaliação é contrabalançada pelos níveis ainda elevados de dívida pública e de dívida externa acumulada.
O Ministério das Finanças considerou que a melhoria da classificação coloca Portugal ao nível de França e da Bélgica e demonstra a confiança dos investidores internacionais. O ministro Joaquim Miranda Sarmento classificou a decisão como "mais uma grande vitória de Portugal", salientando que a subida ocorre "num contexto geopolítico e económico ainda marcado por incerteza e instabilidade".
Seguro defendeu que a credibilidade conquistada deve ser preservada e colocada ao serviço de uma economia mais produtiva, de melhores salários e de serviços públicos fortes. Salientou ainda que, embora os efeitos não sejam automáticos nem imediatos, uma melhor notação pode favorecer as condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias, apoiar o investimento e a criação de emprego, e ajudar a atenuar os efeitos de condições internacionais de financiamento mais exigentes, num momento em que famílias e empresas receiam um agravamento das taxas de juro.




