Tetris ameaça processar a Casa Branca; vídeo considerado degradante e racistaFoto de Mikhail Nilov no Pexels
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Tetris ameaça processar a Casa Branca; vídeo considerado degradante e racista

Postal do Algarve5 de setembro de 2026 às 11:10

A Tetris Company ameaçou processar a Casa Branca por violação de direitos de autor após o lançamento do videojuego "Construa o Muro", inspirado na mecânica do Tetris. A empresa, sediada no Havai e no Nevada, esclareceu através das redes sociais que não participou na criação do jogo e que leva a violação de direitos de autor muito a sério. A companhia afirmou ainda acreditar "no poder de unir as pessoas, não de as dividir", enviando uma mensagem de "amor" aos fãs de todo o mundo.

A Casa Branca lançou na quinta-feira o site "Arcade", que reúne cinco videojuegos retro inspirados em políticas promovidas pelo Presidente Donald Trump. Em "Construa o Muro", o jogador deve encaixar peças para erguer uma barreira na fronteira, seguindo uma mecânica semelhante à do Tetris. A descrição oficial apresenta o objetivo como construir um muro para "proteger a fronteira da horda que se aproxima". O site inclui também "Rio Run", inspirado no clássico "Snake", onde o utilizador patrulha a fronteira junto ao Rio Grande para impedir que pessoas a atravessem.

A Casa Branca explicou ao jornal The Washington Examiner que a iniciativa procura "traduzir a agenda de Trump para um formato interativo" e "contar a história das suas realizações" através de uma linguagem que consiga chegar aos norte-americanos. O combate à imigração ilegal foi uma das principais bandeiras de Donald Trump durante a campanha que o levou à vitória nas eleições presidenciais de 2024, e a sua administração tem destacado com frequência a dureza das detenções e deportações de cidadãos em situação irregular.

O Departamento de Segurança Interna publicou recentemente um vídeo que mostra imigrantes haitianos algemados durante uma operação de deportação, após Washington ter revogado um estatuto que permitia a esses cidadãos permanecer legalmente nos Estados Unidos. As imagens, acompanhadas por música, foram consideradas degradantes e racistas pelos opositores de Donald Trump. O departamento revelou ainda ter detido em agosto um número "recorde" de quase 51 mil imigrantes undocumentedos.

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